Como abrir sua própria clínica odontológica: guia completo para dentistas

Este guia prático reúne, em etapas, tudo o que um dentista precisa para tirar sua clínica do papel com segurança jurídica, estrutura eficiente e gestão rentável — do planejamento às licenças, da equipe à LGPD, até um checklist final.

Capítulo 1 – O sonho de empreender na odontologia

Muitos dentistas sonham em ter o seu próprio consultório ou clínica. Além da independência profissional, abrir uma clínica é a oportunidade de construir uma marca pessoal, ter autonomia na gestão do tempo, definir o modelo de atendimento e colher os frutos diretos do esforço diário.

Ao empreender, o dentista passa de profissional liberal a gestor de um negócio em saúde, assumindo novos papéis: líder de equipe, responsável técnico perante o Conselho Regional de Odontologia (CRO) e também empresário perante a legislação brasileira.

Vantagens de ter uma clínica própria

  • Autonomia: liberdade para definir protocolos de atendimento e gestão.
  • Rentabilidade: maior margem de lucro ao gerir sua própria estrutura.
  • Construção de marca: reconhecimento pessoal e fortalecimento do nome no mercado.
  • Legado: possibilidade de expandir e até transformar a clínica em uma rede.

Desafios do empreendedorismo odontológico

É necessário lidar com burocracias legais, investimentos altos em infraestrutura e uma gestão eficiente para garantir a sustentabilidade financeira. Entre os principais desafios: carga tributária e regime fiscal; cumprimento de normas da Vigilância Sanitária; captação/fidelização de pacientes; liderança e gestão da equipe.

Panorama do mercado no Brasil

O Brasil é um dos países com maior número de dentistas no mundo. Em um ambiente competitivo, planejamento e diferenciação são essenciais.

Capítulo 2 – Planejamento estratégico e financeiro

Abrir uma clínica não começa pelo imóvel ou equipamentos — começa pelo planejamento. É aqui que você define viabilidade, organiza recursos e desenha o caminho até a inauguração.

Plano de negócios

  • Público-alvo e serviços (clínico geral, especialidades, estética, urgência).
  • Análise de mercado: concorrência, preços médios, diferenciais.
  • Projeções financeiras: investimento, fluxo de caixa, ponto de equilíbrio e ROI.

Localização

  • Acessibilidade, estacionamento e transporte.
  • Visibilidade e fluxo.
  • Zoneamento compatível (verificar com a Prefeitura).

Investimentos e capital de giro

  • Obras/adequações (normas sanitárias), equipamentos, tecnologia e mobiliário.
  • Despesas operacionais e folha.
  • Reserva de capital de giro para ~6 meses.

Fontes de financiamento

Bancos (linhas para saúde), BNDES, e sociedades com outros profissionais.

Natureza jurídica e CNPJ

Para clínicas, a abertura como Pessoa Jurídica (CNPJ) é a via recomendada, com possibilidade de optar pelo Simples Nacional (CNAE 8630‑5/04 – Atividade Odontológica).

Capítulo 3 – Infraestrutura física e técnica

Estruture um espaço que atenda às exigências legais e ofereça conforto ao paciente e eficiência operacional.

Requisitos mínimos de espaço

A ANVISA (RDC nº 50/2002) define parâmetros para projetos físicos de estabelecimentos de saúde. A Vigilância Sanitária municipal pode exigir itens adicionais. Ambientes comuns:

  • Recepção/sala de espera acessível e ventilada.
  • Consultórios com área mínima local, pia de higienização e iluminação adequada.
  • CME (esterilização) com fluxo sujo → limpo.
  • DML e sanitários (pelo menos um acessível conforme Lei Brasileira de Inclusão – Lei nº 13.146/2015).

Equipamentos essenciais

  • Cadeira/equipo, mocho, refletor e compressor com segurança.
  • Autoclave para esterilização.
  • Raio‑X (intraoral/panorâmico) conforme normas da CNEN.
  • Instrumentais e mobiliário clínico/administrativo.

Tecnologia e experiência do paciente

Prontuário eletrônico (Res. CFO 91/2009), software de gestão, imagens digitais e adequação à LGPD. Ambientes claros, higienizados e acolhedores melhoram a experiência.

Capítulo 4 – Aspectos legais e registros obrigatórios

O responsável técnico responde pela regularidade dos serviços, conduta ética e comunicação com o CRO.

Capítulo 5 – Licenças e autorizações públicas

  1. Alvará de funcionamento (Prefeitura) – zoneamento, CNPJ e, quando aplicável, laudo dos Bombeiros.
  2. Licença da Vigilância Sanitária – baseada na RDC 50/2002 (estrutura) e RDC 222/2018 (resíduos).
  3. AVCB (Corpo de Bombeiros), quando exigido pelo estado/município.
  4. CNES – pode ser solicitado no fluxo sanitário.
  5. Outros: acessibilidade conforme LBI; licença de fachada/publicidade.

Operar sem licenças pode gerar multas, interdição e ações judiciais.

Capítulo 6 – Ética e publicidade odontológica

Código de Ética (Res. CFO‑118/2012)

Base para conduta, publicidade e responsabilidade profissional: legislação do CFO.

Permitido

  • Nome completo e número do CRO.
  • Especialidades registradas.
  • Conteúdo educativo e informações verídicas.

Proibido

  • Prometer resultados ou criar expectativa enganosa.
  • “Antes e depois” para captação.
  • Sorteios de tratamentos; termos como “cura definitiva”.

Redes sociais

Conteúdo informativo, identificação profissional e respeito às normas éticas.

Capítulo 7 – Gestão de equipe e recursos humanos

Composição

  • ASB e TSB com registros no CRO.
  • Recepção/secretaria; gestor administrativo em clínicas maiores.

Contratações

CLT ou prestação de serviços. O RT garante regularidade de inscrições e cumprimento de obrigações trabalhistas.

Treinamento & cultura

Biossegurança (RDC 222/2018), atendimento humanizado, padronização de rotinas e uso de software. Valores claros, feedbacks e ambiente saudável.

Capítulo 8 – Tecnologia, sistemas e LGPD

Prontuário eletrônico

Regulamentado pela Resolução CFO 91/2009, com requisitos de autenticidade, integridade e confidencialidade, e uso de assinatura digital ICP‑Brasil.

Software de gestão

  • Agenda com lembretes, financeiro, estoque, imagens e indicadores.

LGPD (Lei nº 13.709/2018)

Dados de saúde são sensíveis: adote consentimento, política de privacidade, criptografia e controle de acesso. Veja a página oficial sobre a LGPD.

Capítulo 9 – Gestão administrativa e financeira

Contabilidade

Preferencialmente especializada em saúde: enquadramento tributário, NF, folha e orientação sobre regimes tributários (Simples, Presumido, Real).

Fluxo de caixa

Registros diários, separação PF/PJ e reservas (emergência e giro).

Precificação

  • Considerar custos diretos/indiretos e margem de lucro.
  • Adequar ao mercado sem guerra de preço.

Convênios x particular

Convênios: glosas e prazos. Particular: maior rentabilidade com marketing e relacionamento. Diversificação equilibra risco e retorno.

KPIs

  • Ticket médio, ocupação, CAC, ROI e inadimplência.

Crescimento

Metas de curto/médio/longo prazo; reinvestir em tecnologia, treinamento e estrutura; expansão de especialidades/unidades.

Capítulo 10 – Checklist final para abrir sua clínica

Planejamento

  • Público‑alvo e especialidades; plano de negócios; localização; capital de giro; nome/marca.

Infraestrutura

  • Zoneamento (Prefeitura); adequações à RDC 50/2002.
  • Ambientes (recepção, consultório, CME, sanitários acessíveis segundo LBI).
  • Equipamentos (cadeira, autoclave, compressor, raio‑X) e TI.

Registros

Licenças

  • Alvará (Prefeitura) e Licença Sanitária (RDC 50/2002 + RDC 222/2018).
  • AVCB (quando exigido); acessibilidade (LBI).

Equipe

  • ASB/TSB (CRO), recepção; contratos, treinamentos e manual.

Tecnologia e LGPD

Financeiro e marketing

  • Tabela de preços; fluxo de caixa; meios de pagamento; KPIs e metas.
  • Identidade visual; site e redes; conteúdo educativo; identificação (nome e CRO). Ética conforme CFO‑118/2012.

Capítulo Final – O caminho mais seguro para o seu consultório

Você não precisa caminhar sozinho. A Catarinense Implantes é sua parceira estratégica para montar sua clínica com estabilidade, previsibilidade e suporte — sem abrir mão da sua autonomia. Não é emprego: é empreendedorismo com método.

  • Segurança financeira: previsibilidade de receita e crescimento sustentável.
  • Estabilidade: seu espaço, sua marca, seu posicionamento.
  • Mais retorno, menos desgaste: gestão inteligente, foco em qualidade.
  • Suporte completo: gestão, marketing, processos e expansão — você no comando.

Será que chegou a sua hora de ter uma franquia odontológica?

Clique na imagem e preencha o questionário para saber

Publicações Relacionadas

Histórias reais: dentistas que saíram do consultório para empreender com sucesso

Histórias reais: dentistas que saíram do consultório para empreender com sucesso

O que leva um dentista a trocar o consultório próprio por uma franquia? Quais caminhos foram trilhados para alcançar mais segurança, estrutura e retorno financeiro? Neste artigo, você vai conhecer histórias inspiradoras de dentistas que apostaram no modelo de franquia da Catarinense Implantes e transformaram suas trajetórias profissionais — provando que é possível empreender com solidez, sem abrir mão da paixão pela odontologia.

Será que chegou a sua hora de ter uma franquia odontológica?

Clique na imagem e preencha o questionário para saber

Categorias
Atender particular não é sorte – é estratégia

Atender particular não é sorte – é estratégia

A falsa crença que limita muitos dentistas “Médico ou dentista bom não precisa de plano. O paciente vem por indicação.” Essa frase, repetida por gerações, criou uma ideia equivocada: a de que o atendimento particular é uma espécie de prêmio reservado a poucos —...

Modelos de Negócios

Com diferentes tamanhos, níveis de investimento e potencial de faturamento para atender desde o dentista empreendedor até investidores que desejam escalar com segurança.

Rubi
150m²
Investimento Inicial
a partir de
R$ 495 mil

Faturamento Médio Anual
R$ 2.4 milhões

Lucratividade média mensal
8% a 22%

Safira
200m²
Investimento Inicial
a partir de
R$ 780 mil

Faturamento Médio Anual
R$ 3.6 milhões

Lucratividade média mensal
8% a 22%

Diamante
250m²
Investimento Inicial
a partir de
R$ 960 mil

Faturamento Médio Anual
R$ 4.8 milhões

Lucratividade média mensal
8% a 22%

Todos contam com suporte completo da franqueadora, estrutura otimizada e potencial de lucratividade acima da média do setor.

Invista na franquia de odontologia premium referência no Sul Do Brasil

Com a maior equipe de suporte em gestão 360° do segmento odontológico.

Depoimentos de quem vive a experiência Catarinense Implantes

Nossos franqueados compartilham suas histórias de transformação, crescimento e conquistas à frente de suas clínicas.

Com o suporte completo da Catarinense Implantes, do marketing à gestão, cada profissional encontrou a estrutura necessária para empreender com segurança, alcançar estabilidade financeira e impactar vidas com sorrisos.

Assista ao vídeo e conheça, na prática, o que é fazer parte de uma rede sólida, humana e preparada para o sucesso.

Perguntas Frequentes

Quais os Benefícios de se tornar um Franqueado?

Ao se tornar um franqueado da Catarinense Implantes você passa a fazer parte de uma marca renomada no ramo de clínicas odontológicas. Oferecemos suporte abrangente, desde a seleção do local até a gestão do negócio. Além disso, fornecemos treinamento especializado, manuais operacionais, assistência de marketing e a oportunidade de participar de um mercado em constante crescimento.

Quais são os requisitos para se tornar um franqueado?

Para se tornar um franqueado da Catarinense Implantes, é necessário ter perfil empreendedor, se identificar com o mercado de clínicas odontológicas a gerenciar o negócio de forma ativa.

Existe algum suporte oferecido pela franqueadora após a abertura da unidade?
Sim, a Catarinense Implantes oferece suporte total e contínuo aos seus franqueados. Isso inclui apoio na gestão do negócio, treinamento de equipe, assistência na escolha do ponto comercial, e suporte de marketing para impulsionar as vendas.
Para onde são direcionados os investimentos?
Os investimentos englobam taxa de franquia, obras, maquinário, uniformes e mobiliário. São essenciais para estabelecer e operar o negócio de forma eficiente, garantindo a oferecidos aos clientes.
Quais são as etapas do processo de aquisição de uma franquia?

O processo de aquisição de uma franquia Catarinense Implantes envolve algumas etapas. Após o contato inicial, realizamos uma análise de perfil e disponibilidade financeira. Em seguida, há uma reunião para apresentação detalhada do negócio e esclarecimento de dúvidas. Após a aprovação, é feita a assinatura do contrato, seleção do local e, finalmente, inicia-se o treinamento e preparação para a abertura da franquia.

A franqueadora auxilia na escolha do ponto comercial?
Sim, a equipe da Catarinense Implantes fornece suporte na escolha do ponto comercial para a sua franquia. Levamos em consideração fatores como localização, fluxo de pessoas e potencial de consumo na região, a fim de ajudar você a encontrar o melhor local para o seu negócio.
É necessário ter experiência prévia no ramo de saúde e bem-estar?

Não é necessário ter experiência prévia no ramo de saúde e bem-estar. A Catarinense Implantes fornece treinamento completo sobre os produtos, técnicas de vendas e operação do negócio. Buscamos empreendedores comprometidos e apaixonados pela marca, independentemente da experiência anterior.


Copyright © Catarinense Implantes | Todos os direitos reservados